O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

OS MELHORES CAMINHOS


Nem sempre, escolheis os melhores caminhos.
Porque, sendo humanos, não vos cabe prever o futuro; não conseguis adivinhar o destino a que cada caminho vos levará. E, imediatistas como sois, não vos detendes a pensar no que pode acontecer.  
Assim, as vossas escolhas são determinadas pelas circunstâncias do momento. E muitas vezes o caminho que no início aparenta ser mais largo, aprazível e plano, adiante revela-se estreito e íngreme.
Nada existe que possais fazer, quanto a isto. O aprendizado pelo erro está na Lei do Universo; errareis algumas das vossas escolhas, até que saibais escolher. Este, afinal, é o objetivo de vossas jornadas.
Assim, eu vos tenho dito: o hoje que viveis é fruto das escolhas que ontem fizestes; e quando este hoje se tornar ontem, as escolhas que hoje fazeis terão determinado o que hoje chamais amanhã.
Tende em mente esta verdade: se o caminho que hoje percorreis vos desagrada, lembrai-vos de que ontem o escolhestes. E, longe de vos perderdes em lamentações, buscai torná-lo melhor amanhã.
Porque, se é certo que não podeis mudar o ontem, é igualmente certo que não necessitais mudá-lo; tudo que precisais é modificar o vosso hoje, para que o amanhã vos traga o hoje com que sonhais.
De nada adianta queixar-vos dos buracos no caminho: aprendei a evitá-los, pavimentando o chão com as pedras que magoaram os vossos pés. Assim, mais macia e segura se tornará a vossa caminhada.
Tampouco vos serve reclamar da monotonia da paisagem: amenizai-a plantando flores, ao longo da estrada; ainda que necessiteis encontrar em vosso coração as sementes e regá-las com as vossas lágrimas.
Não vos agasteis com a chuva, que castiga sem cessar o vosso corpo. Não faltarão cavernas, onde possais abrigar-vos e repousar, até que volte a bonança e desfruteis do delicioso aroma da terra molhada.
Buscai a sombra protetora de uma árvore, quando vos abrasar o sol do meio-dia, e aguardai que a brisa amenize o vosso desconforto. Recordai que o mesmo sol, pela manhã, afasta de vós o frio da noite.
Não desanimeis, nem julgueis intransponível o rio que impede o vosso caminho; banhai-vos e dessedentai-vos em suas águas. Com o tempo, aprendereis a nadar e conhecê-lo; no dia certo, o atravessareis.
Sim; nem sempre, escolheis os melhores caminhos. Mas todos levam ao mesmo ponto; o que varia é o tempo de viagem. Caminhais juntos; e nenhum de vós terá chegado, até que chegue o derradeiro.
Escusai-vos, pois, de reclamar do caminho que escolhestes. Guardai, antes, as vossas forças para percorrê-lo, da melhor forma que vos for possível. É assim que mais rapidamente concluireis a jornada.
Que vos leva ao Coração do Universo.


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_richard_clayderman_don_t_cry_for_me_argentina.mid

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A CANÇÃO DA ESPERANÇA


Momentos existem em que o desânimo nos visita.
Pois, assim como a lua não pode estar cheia todo o tempo, nem o vento soprar sem descanso, não é possível ao homem acreditar sempre e deixar-se sempre carregar pelas asas dos sonhos.
É possível que, vez por outra, os pés que se mostram alados voltem a pisar sobre o solo; e, mais do que isto, que os obstáculos pareçam intransponíveis e encubram todo a linha do horizonte.
Se assim não fosse, não seríamos humanos; nem necessitaríamos caminhar sobre a terra. O corpo é, para o espírito, como o casulo que abriga a crisálida até que se torne borboleta e possa voar.
Esta é a verdade que devemos ter em mente, durante a noite mais fria e escura: o dia decerto voltará, com o seu calor e a sua luz. Tudo que precisamos é atravessar a noite, até que raie o sol.
Abençoada seja, portanto, a esperança que nos faz seguir em frente, ainda que o caminho pareça estreitar-se; abençoada seja a força que sustém os nossos passos, por mais cansados que estejam.
Porque desanimar não é a resposta, entregar-se não é o caminho. O navegante que mais aprende sobre o mar não é o que permanece ao abrigo da enseada, mas o que se aventura no alto oceano.
E, enquanto o primeiro jamais terá uma visão mais ampla do mundo, ao segundo caberão as grandes aventuras e as grandes descobertas; porque, se o medo nos mantém presos, a coragem nos liberta.
Acendamos um fósforo e a escuridão se dissipará ao nosso redor; forcemo-nos a dar mais um passo e a viagem prosseguirá. Acreditemos e a luz da nossa confiança iluminará o caminho a seguir.
Sempre existirão os caminhos, enquanto formos capazes de caminhar. Depois de cada calmaria ou cada vendaval, a brisa voltará a acariciar os nossos cabelos; secas as lágrimas, tonaremos a sorrir.
Quanto mais alta e escarpada for a montanha, mais bela e abrangente será a paisagem vista do seu topo; quanto mais profundo o abismo, mais segura a ponte que construiremos sobre ele.
Quanto mais roseiras semearmos no jardim, mais agradável será o seu aroma, quando sobrevier a floração; quanto mais pedras no caminho, mais fácil espalhá-las para pavimentar o nosso chão.
Acreditar é preciso. Estar sempre pronto a amar novamente, ainda que a desilusão nos faça chorar; confiar mais uma vez, andar mais uma vez, sorrir mais uma vez, tentar mais uma e outra vez.
Sim; momentos existem em que o desânimo nos visita. Como, por vezes, nuvens negras conseguem esconder, por alguns momentos, o azul do céu. Mas logo o vento as afasta e o sol volta a brilhar.
Para iluminar o nosso caminho. 


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_ernesto_cortazar_you_are_my_destiny.mid

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O VOSSO ESPAÇO


Preservai o vosso espaço.
Porque dele necessitais, para que vos possais mover e respirar livremente. Ninguém existe que caminhe sobre a terra e suporte sentir-se oprimido todo o tempo, sem experimentar a agonia da revolta.
Tendes, sim, o direito a fazer as coisas do vosso jeito, ainda que aos outros possa não parecer a melhor forma; e a pensar como pensais, ainda que as vossas ideias não sejam como as da maioria.
Tendes, sim, o direito de gostar do que gostais. De ouvir as músicas que mais vos agradam, de ler os livros que mais vos interessam; de escolher a vossa religião, os vossos amigos e os vossos amores.
É vosso o direito de escolher os caminhos que seguireis; não poderia ser diferente, pois precisareis lidar com os destinos a que vos levarem. É vossa a escolha das sementes, pois vossa será a colheita.
Preservai o vosso espaço. Lembrai-vos que, embora as plantas cresçam juntas, no jardim ou no pomar, cada uma tem o seu pedaço de terra, onde estão as raízes que lhe garantem a alimentação e a vida.
Preservai o vosso espaço. Não teria a noite o mesmo encanto, se a distância entre as estrelas não ressaltasse o seu brilho; nem seria eterna a música do oceano, se cada onda não aguardasse a sua vez de cantar.
Preservai o vosso espaço. Porque aquele que carrega aos ombros a carga da submissão à vontade alheia, findará por sentir-se esmagado sob este peso; e será incapaz de prosseguir em seu caminho.
Defendei, portanto, os vossos direitos. Não arredeis pé do vosso chão, ou outro tomará o vosso lugar; e passo a passo o ocupará, até que não vos reste sequer um canto onde possais alojar a vossa dignidade.
Defendei os vossos direitos. Recordai, entretanto, que a sua linha divisória é onde começam os direitos de quem está ao vosso lado. E não podereis defender o que é vosso, se não respeitardes o alheio.
Estai conscientes, portanto, de vossa obrigação de respeitar os direitos dos outros. Pois esta é a base da convivência sadia; e, se todos assim fizerem, ninguém será privado do espaço que lhe pertence.
Recordai que não necessitais brigar, para defender o vosso espaço. Pois não é a imposição que constrói a paz, mas a tolerância; nem são a força e a violência que tornam um homem respeitado, mas o saber e a razão.
Ninguém necessita gritar, para se fazer ouvir. Nem impor a sua opinião, para obter respeito. São as trombetas da guerra, que anunciam o choque dos exércitos; mas é o murmúrio das vozes, que firma os tratados.
E a paz duradoura não é a conquistada pela força das armas, mas a que nasce do diálogo e da compreensão mútua. Aprendei a falar e a ouvir e não mais necessitareis das vossas armas.
Pois sabereis preservar o vosso espaço.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/1_roger_willians_the_impossible_dream.mid



Vejam que lindo este vídeo:https://youtu.be/xHSMhlFTKXI

sexta-feira, 28 de julho de 2017

BALADA DO IDOSO


Cuidai de vossos idosos; assim eu vos tenho dito.
Pois não podeis, sequer, imaginar como é infinita a solidão de quem vê aproximar-se o fim do caminho. E como, a cada passo, se torna mais pesada aos seus ombros e mais ocupa o seu horizonte.
Porque sabe que, em breve, precisará afastar-se de todos que o acompanham e embarcar sozinho, na Grande Viagem; onde nada levará, senão a tristeza da despedida e a incerteza do que encontrará adiante.
Essa angústia o acompanha todos os dias e muitas vezes mantém abertos os seus olhos, no escuro da noite: a consciência de que o fim está próximo e aqui ficarão os entes queridos que ainda lhe restam.
Muitos são os que o precederam na partida; e cada um deles se tornou uma marca cadente em seu coração. E não julgueis que o tempo tenha feito cicatrizar as feridas, pois a brasa sob as cinzas ainda arde.
Saudade, lembranças e a expectativa do próprio fim; estas são as companhias que lhe restarão, se do vosso convívio o afastardes. Sem a presença e o amor dos vivos, só fantasmas haverá em seu caminho.
Só a vida pode vencer a morte; só a companhia pode afastar a solidão. Nada tão grato, àquele que sente a proximidade da morte, como o sopro da vida; nem a quem está só, como a sensação de companhia.
Vossa é a responsabilidade de amparar os lentos e derradeiros passos de quem vos ajudou a ensaiar os vossos primeiros; e vos carregou ao colo quando, pequeninos, não éreis sequer capazes de andar.
É com amor que o deveis fazer; porque foi com amor, que o fizeram por vós. Que não seja uma obrigação, mas um prazer, estar em companhia de quem tantas vezes tudo deixou, pelo prazer de estar convosco.
Assentai-vos, para ouvir as suas histórias. E não as escuteis apenas com os ouvidos, mas abri-lhes os vossos corações; porque, mais do que histórias, convosco compartilham as suas próprias vidas.
Não vos acanheis de acariciar os seus cabelos brancos; nem de tomar as suas mãos enrugadas nas vossas mãos; nem de beijar os seus rostos. Lembrai-vos de que cada vez que o fazeis pode ser a última.
Tomai-lhes a benção, sim; por que não? E recebei como uma dádiva as palavras com que vos abençoam e desejam tudo de bom para os vossos caminhos. É de coração que o fazem e os ouvirá o Universo.
Abençoai-os, por vossa vez; e fazei-o de coração. Recordai, ao pronunciardes as palavras da benção, tudo quanto deles recebestes; assim, o Amor estará em vossa voz. E também vos ouvirá o Universo.
Tende presente que não sabeis até quando os tereis convosco; deveis aproveitar cada momento em sua companhia, para que as boas lembranças vos acompanhem e façam sorrir por entre as lágrimas.
Quando só vos restar a saudade.


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/jaimevillalba-nocturne.mid

26/07 foi o Dia dos Avós. Coincidentemente, aconteceu que li, no blog da Smareis (http://caminhostropecosevitoria.blogspot.com), um post que me sensibilizou muito; daí nasceu este texto. Vejam este vídeo, que dá o que pensar e mostra uma triste realidade: https://youtu.be/dYpK6WDD-ac.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O ORGULHO DE ESTAR CERTO


Por que tanto fazeis questão de “estar certos”? 
Acreditais, acaso, que alguém possa estar certo todo o tempo? E, se sabeis que é impossível que assim seja, por que simplesmente não admitis a possibilidade de que, vez por outra, estejais enganados?
É-me difícil entender porque tanto vos aferrais às vossas opiniões! Tanto defendeis o que pensais, que quando vos faltam argumentos optais por levantar a voz, como se assim vos fizésseis ouvir.
Sabei, entretanto, que quando o fazeis o efeito que obtendes não é aquele que desejaríeis. Porque os que se calam perante vossos gritos não o fazem por estarem convencidos, mas por enfado ou sensatez.
Pois não é sensato o homem que procura fazer ouvir a sua voz enquanto o estrondo da tempestade supera todos os sons. E sim o que se cala, sabendo que após a borrasca tudo volta ao normal.
Este é o destino daquele que tenta impor a sua opinião: a sua voz será como o vento, que balança as folhas apenas enquanto se faz ouvir; e nenhuma mudança deixa, quando cessa o seu inútil bramido.
Porque de nada adianta o buraco aberto pela enxada, se nele não estiver a semente que faz nascer a planta; de nada valeria o voo do beija-flor, se das suas asas não caísse o pólen que multiplica a vida.
Guardai-vos de tentar impor as vossas opiniões. Buscai, antes, que os vossos argumentos sejam capazes de sustentá-las; e estai abertos às ideias contrárias, para que melhor as possais avaliar.  
Pois o homem que se julga dono da verdade é como a pedra, que se deixa ficar inerte, em meio ao caminho, dificultando a passagem daqueles que trazem as sementes benditas de novas ideias.      
É assim que é. A verdade não necessita gritar, para fazer-se ouvir; como a água não necessita tornar-se onda, para escavar a pedra, nem o amor necessita ser violento, para tomar o vosso coração.
Aprendei, portanto, a não cultuar a perfeição, mas o aprendizado. E não priorizeis satisfazer o vosso orgulho, mas encontrar a verdade. Porque é ela que vos servirá de guia, por todo o caminho.
Não vos recuseis a reconhecer os vossos erros; nem vos sintais diminuídos, a cada vez que assim fizerdes. Reconhecer um erro não é uma humilhação, mas o primeiro passo para fazer o certo.
Abandonai o insensato desejo de estardes sempre “certos”. Mais importante do que o vosso orgulho é a vossa paz; e não a alcançareis enquanto estiverdes inquietos, lutando por vossas opiniões.

Mais importante do que falar mais alto, é não dizer palavras que alimentem a discórdia; ou provoquem ressentimentos que possam estremecer o afeto. Mais importante do que "estar certo" é ser feliz.  
E feliz não é o homem perante quem todos calam, ou se curvam; nem o que tem a ilusão de possuir todas as respostas; nem o que acredita poder impor sempre a sua vontade, o que pensa e o que julga.  
Feliz é aquele que está em paz com o seu verdadeiro Eu. 


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/richardclayderman_feelings.mid

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A NECESSIDADE E O DESAPEGO


Praticai o desapego.
Porque nada do que existe neste mundo vos pertence, senão enquanto aqui caminhais. A nada podereis levar quando embarcardes na Grande Viagem, para um novo retorno à Mansão do Amanhã.
Tende presente esta certeza: de nada vos adianta o apego em demasia às coisas do mundo, que um dia fatalmente perecerão, enquanto o vosso verdadeiro Eu viverá pela Eternidade.       
E, se assim é com os vossos bens e posses, não é diferente em relação às pessoas que vos cercam. Porque cada um tem o seu próprio caminho e ninguém vos poderá acompanhar nessa viagem.
Nada trazeis ao chegar e nada levareis quando vos fordes. É apenas aos vossos olhos que a luz chega, quando pela primeira vez os abris; e apenas deles se irá, quando pela derradeira vez os cerrardes.
Porque, eu vos tenho dito, sois como as gotas de água, que têm a mesma essência e unidas formam o oceano; separadas, cada uma existe sozinha e mantém a sua individualidade.
Guardai convosco esta verdade: a solidão, que tanto vos amedronta, está no vosso começo e estará no vosso final. E, entretanto, estais todos unidos pela centelha divina que brilha em vossas almas. 
Praticai o desapego. Não é sensato o homem que, para ser feliz, necessita possuir o que não lhe pertence; e nada podeis chamar de vosso, senão aquilo que carregais em vosso verdadeiro Eu.
Sábio é aquele que todos os dias, em suas orações, agradece com humildade e alegria por tudo de que hoje dispõe; e, em seu coração, sabe que a posse é transitória e amanhã tudo pode mudar.
Sábio é aquele que vive intensamente os seus amores e as suas amizades, deles desfrutando em cada segundo, sem escravizar-se aos seus caprichos, nem se julgar dono de quem quer que seja.     
Sábio é aquele que reconhece na Vida a dádiva maior. Porque este encontrará no fato de estar vivo o maior motivo para ser feliz; e saberá que nada lhe falta, que não possa encontrar em si mesmo.   
Praticai o desapego. Sabei, porém, que desapegar-vos não é desprezar as vossas posses, nem as pessoas que vos cercam; ao contrário, é ser grato pelo tempo que permanecem em vosso caminho.
Desapegar-vos é entender que nada neste mundo vos pertence. E de nada necessitais, para serdes felizes, que a Previdência Divina já não coloque com amor ao alcance de vossas mãos.
Desapegar-vos é desligar-vos da matéria, para encontrar o vosso verdadeiro Eu; porque é através dele, que vos fala o Coração do Universo. E tudo de que precisais é escutar e seguir a Sua voz.
Que guia a vossa caminhada rumo ao Jardim do Amanhã. . 


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_carmen_cavallaro_smile.mid

sexta-feira, 7 de julho de 2017

OS VOSSOS RELACIONAMENTOS


Ninguém existe, que possa viver só.
Desde o começo, é através de alguém que chegais a este mundo. Porque necessitais de um colo que vos acolha, de braços que vos protejam, de um coração que vos ame e acompanhe.
E assim acontece, durante o tempo que dura a jornada. Embora cada homem seja um mundo próprio, com suas paisagens e características, necessitais gravitar uns ao redor dos outros.
Como, aliás, aos planetas ocorre. Porque é a presença de cada um que mantém os demais em suas respectivas órbitas; e convosco não é diferente: a companhia dos outros vos impõe limites.
Precisais, sim, de companhias que vos cerquem; de mãos que amparem os vossos passos, de ouvidos que vos escutem, de bocas que vos falem. Precisais de pessoas que vos queiram bem.
Preservai, portanto, os vossos relacionamentos. Cuidai para oferecer aos que vos cercam aquilo que deles desejais receber; porque nenhum homem oferecerá flores, àquele que lhe trouxer espinhos.
Guardai-vos de despejar a vossa mágoa sobre quem vos acolhe; guardai-a para aqueles que vos houverem ofendido. Lembrai-vos de que deveis procurar soluções, não maximizar problemas.
Claro está que difícil se torna sorrir, quando a tristeza e a inquietação vos apertam o coração; todavia, é nessas horas que mais deveis achegar-vos a quem vos ama, em busca de forças.
Evitai agredir a quem vos abraça; é no conforto de um abraço carinhoso, que muitas vezes nos sentimos apoiados e prontos a seguir em frente, certos de que não estamos sós em nossa jornada.   
Todo fardo repartido, é mais fácil de ser carregado. Entretanto, não é multiplicar o vosso aborrecimento que necessitais, mas dividí-lo; é na compreensão, que está a arte de repartir os fardos.
Aprendei esta verdade, e mais fáceis se tornarão os vossos relacionamentos; espalhar mágoas e rancores ao vosso redor, é como forrar de pedras a estrada por onde caminhareis com os pés nus.
Insensato é o homem que lança sobre aqueles que o amam a carga injusta da sua revolta pelos imprevistos da vida; sábio é o que com eles divide as suas inquietações e busca os seus braços.
Pois o primeiro nada receberá, senão o retorno das farpas que arremessou; enquanto ao segundo caberão o conforto das palavras de carinho e a certeza da companhia na busca do melhor caminho.
Preservai os vossos relacionamentos. E não espereis que alguém vos acaricie, se o agredis, por mais que vos possa querer. Pois o homem não conhece senão as suas próprias necessidades.
E é por isto que necessitais dos vossos relacionamentos. 


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