O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 18 de maio de 2018

TEMPESTADES E CALMARIAS



Não podemos controlar as nossas vidas.

Mas podemos escolher os nossos caminhos. Assim como o navegante, que não tem controle sobre o oceano e os ventos, ajusta as velas do seu barco, para seguir rumo ao porto que deseja.

E o homem que viaja no deserto, embora não possa controlar as tempestades de areia, aprende a identificar os seus sinais e buscar um local seguro, que o abrigue até que possa prosseguir a jornada.

O imprevisto faz parte da viagem. E os mistérios que se ocultam, atrás de cada curva do caminho, nos oferecem as alegrias das boas surpresas; ou o desafio de superar os obstáculos que surgem.

Lembrai-vos, sempre, de que o agricultor, ao cultivar a seara, não tem qualquer controle sobre os fatores da natureza. Ele apenas prepara o solo, lança as sementes que escolhe e cuida da plantação.

Molha o terreno, quando a chuva se faz escassa; abre valas, quando a água em excesso se torna ameaça. Trabalha, com todas as ferramentas ao seu alcance, para que possa ter uma boa colheita.

Assim faz o homem sensato. Não são os imprevistos da vida, que determinarão os nossos caminhos; mas a forma como a eles reagirmos. Porque é o leme, não o vento, que define o rumo do barco.

Cuidemos, portanto, da nossa seara. Preparemos o nosso coração e a nossa mente; plantemos as melhores sementes e cuidemos delas, dia a dia, para que possamos ter a colheita que desejamos.

Não nos deixemos abalar pelos imprevistos. É porque existem as montanhas, que nos tornamos capazes de escalá-las; porque existem abismos, criamos pontes; por existirem mares, construímos barcos.

É porque existem os desertos, que nos alegramos ao encontrar um oásis; porque a sede tortura, que a água fresca é tão boa. É porque a saudade é amarga, que nos sentimos felizes no reencontro.

Sim; os acasos influem em nossas vidas; e muitas vezes, nos fazem passar por caminhos que não pensávamos percorrer. Porém, o verdadeiro Eu é a nossa bússola: deixemos que nos aponte o norte
.
Não podemos impedir que a chuva caia. Entretanto, podemos entristecer-nos porque nos mantém em casa; ou ajeitar-nos sob as cobertas e pensar no cheiro gostoso da terra molhada, que virá depois.

Eu vos tenho dito: a escolha é sempre nossa. Por isto, há pessoas que se encantam ao entrar em um jardim de rosas; e outras que se assustam e encolhem, diante do medo que têm aos espinhos.

Em nossa jornada, existirão borrascas e calmarias. E o navegante que desfrutará da beleza do oceano e chegará ao porto não é o que pula do barco, apavorado, quando as ondas se mostram mais fortes.

Mas aquele que é capaz de enfrentar as tempestades.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_instrumentais_andre_rieu_my_way.mid

sexta-feira, 11 de maio de 2018

VIAJANTES DO TEMPO


Mais cedo ou mais tarde, todos nos iremos deste mundo.

Assim precisa acontecer a cada homem, para que amanhã lhe seja dado caminhar pelos jardins da Mansão da Eternidade. Pois os trajes que hoje vestimos não resistem à passagem dos anos.

E haveremos de trocá-los tantas vezes quantas sejam necessárias, para acumular o aprendizado que nos falta. Só então, seremos dignos de calçar as sandálias que nos levarão ao Conhecimento.

É preciso aceitar esta verdade, por mais que nos possa assustar. Porque é apenas ao assumir a certeza da finitude, que podemos avaliar a importância de cada momento que transcorre em nossa vida.

Aceitar os nossos limites é a forma de entender a amplitude do ilimitado; reconhecer a certeza do fim é o que nos leva ao conceito de Infinito; aceitar a morte é que nos faz valorizar a Vida.

Como o viajante que respeita a extensão e os perigos do deserto usa cuidadosamente as gotas de água do seu cantil, o homem que tem consciência da morte aproveita mais cada instante de vida.

Usamos melhor as nossas moedas, quando começamos a enxergar o fundo do baú; respiramos mais fundo ao mergulhar; desfrutamos mais dos encantos da paisagem quando se aproxima o fim da jornada.

Sábio é aquele que não se inquieta com o que lhe poderá trazer o futuro; sensato é quem não se prende ao que ficou no passado. Como a estrada é feita pedra a pedra, a vida é vivida a cada momento.

Somos todos viajantes do tempo, esta é a verdade. Mas não nos cabe adiantar nem atrasar o seu ritmo; como não nos é dado voltar sobre nossos passos. É preciso seguir em frente, buscar novos caminhos.

E é em aproveitar a viagem, que está a sabedoria da Vida. Porque, como ao viajante acontece, cada nova manhã nos leva a novos lugares; mais belos ou menos belos, mais seguros ou menos seguros.

Cada um deles, entretanto, nos pode ensinar uma nova lição. E não a aprenderemos, se permanecermos presos ao que vivemos ontem; ou se nos perdermos na esperança do que virá amanhã.

Somos todos viajantes do tempo; e, embora a estrada se estenda pela Eternidade, precisamos entender que ela é feita de etapas. Para cada uma, existe um tempo certo; e um traje adequado.

Somos todos viajantes do tempo. E não nos devemos inquietar em demasia com os acontecimentos de cada instante; porque o tempo continuará a levar-nos e amanhã estaremos em outra parada.

Somos todos viajantes do tempo; e passaremos por diversas estações e diversas paisagens. Tenhamos presente que as circunstâncias e os lugares mudam sempre e nada levamos, senão as lembranças.

Apenas nos cabe aproveitar cada momento da viagem.

Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/roger_willians_em_algum_lugar_do_passado.mid


Texto sugerido pela série Outlander. Vejam que linda, a música tema: https://youtu.be/FQkMk6LXtks

sexta-feira, 4 de maio de 2018

IMAGEM


Foto: site 1.000 Imagens.


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/midis/andrerieu-bolero.mid


Por conta de uma delicada cirurgia oftálmica, estou sem poder escrever. Espero que tudo corra bem e o nosso oásis volte ao normal, o mais breve possível. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

UM NOVO MUNDO


Exercitai a tolerância.

E aprendei a realmente perdoar, sem rancores. Como de nada adianta varrer o lixo para baixo do tapete, de nada vos serviria esconder o ressentimento que acaso ficasse em vossa alma.


Assim como o homem envenenado, se deseja salvar a sua vida, necessita expelir toda a peçonha em seu sangue, deveis livrar-vos de todos os ressentimentos, se de fato quereis encontrar a paz.

Porque a paz não existe, para aquele que abriga ressentimentos. A mágoa que persiste em vosso coração é como um veneno para a alma, roubando-vos a alegria de viver e a vossa própria liberdade.

Necessitais entender que o ressentimento é como uma corrente, que vos liga à pessoa pela qual o sentis. Perdoar é a única forma de quebrar essa corrente, para que de novo estejais livres para voar.

Exercitai a tolerância. E sabei que, para isto, devereis muitas vezes renunciar ao vosso orgulho. Porque o orgulho e a vaidade são os pais da intolerância, que vos cega para o brilho do perdão.

Recordai que, assim como cada flor tem a sua própria cor e o seu próprio perfume, cada pessoa tem as suas próprias características e as suas opiniões, que nem sempre serão iguais às vossas.

Não vos irriteis, portanto, com aquele que pensa diferente de vós. Buscai, antes, conhecer os seus pensamentos, para que o possais entender; é assim que descobrireis novos rumos e horizontes.

Pois aquele que se tranca em casa, jamais conhecerá o mundo. E se por um lado não se arrisca a enfrentar os seus perigos e dificuldades, por outro lado também não conhecerá os seus encantos.

O homem que se aferra às suas ideias é como aquele que se nega a abrir os olhos, para não enfrentar o brilho do sol; e atravessa a vida desconhecendo a beleza do mar imenso e o azul do céu.

Muitas são as vezes em que a vaidade vos cega e vos faz persistir no erro. Sensato é o homem que não se envergonha de admitir um engano e buscar outra direção, que o leve aonde deseja ir.  

Não é possível que sempre estejais certos; e a pretensão vos impede de descobrir novos caminhos. Vencei a vaidade e o orgulho, abandonai os preconceitos, e encontrareis um novo mundo.

Um mundo onde o ar é mais leve, os passos são mais rápidos, o caminhar é mais fácil. Um mundo repleto de estradas, cheio de possibilidades; um mundo onde fazeis um futuro melhor, em cada dia.

Exercitai a tolerância. Ela vos tornará melhores, facilitando a convivência com aqueles que vos cercam; e fará com que vos procurem, dando-vos a conhecer o que pensam e buscando a vossa opinião.

Exercitai a tolerância. E descobrireis um novo mundo.
Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_richard_claydermen_el_mundo.mid

sexta-feira, 20 de abril de 2018

O CAMINHO PARA A FELICIDADE



Não devemos desperdiçar a nossa vida.

Mas, às vezes, assim acontece. Porque nos esquecemos de nós, perdidos naquilo que chamamos de luta pela vida. Deixamos de viver, de sentir, de ser felizes; esquecemos o sentido da Vida.

Perdemo-nos, em uma busca vã pela felicidade. Como se ela pudesse estar ao nosso redor, nas coisas e vitórias que conquistamos neste mundo; como se aqui fôssemos ficar para sempre. 

É assim que é. Não existe um homem, neste mundo, que não deseje ser feliz; o que varia são os caminhos que adotamos, para encontrar a felicidade. Na insensata procura, reside o nosso erro.

Porque não a poderemos encontrar, senão dentro de nós mesmos. O que nos fará felizes, não são as coisas que desejamos ter; é, sim, a consciência do que temos e quase nunca percebemos.

Ninguém pode comer a fruta que ainda não colheu; nem beber do poço que ainda não escavou. Sensato é o homem que aprecia a fruta do seu pomar e a água do seu poço, em vez de invejar o vizinho.

E este, sem dúvida, é o caminho para a felicidade: amar as coisas que possuímos e as pessoas que caminham ao nosso lado. A lugar algum pode levar o desejo insensato, senão à frustração.

Sempre sonharemos com novas conquistas. Os sonhos são naturais no homem, e nos fazem seguir em frente; são eles que nos motivam, que nos dão as asas de que precisamos para voar.

Entretanto, mesmo a águia que sobrevoa as mais elevadas montanhas, tem o seu ninho; é nele que repousa, recupera as forças e se prepara para outros voos, que a levarão ainda mais longe.

Tenhamos cuidado, portanto, com as nossas esperanças. E não julguemos que a felicidade dependa de mais riquezas, de novos amores, de outras conquistas. É dentro de nós, que a podemos encontrar.

Procuremos conhecer o nosso verdadeiro Eu; busquemos os seus braços, o seu amparo. Deixemos que ele nos carregue em suas asas; e, do alto do que realmente somos, observemos a nossa vida.

Veremos, então, quanto temos construído e semeado ao longo do caminho. E agradeceremos por tudo que fizemos, por tudo que recebemos; e nos sentiremos felizes e gratos, por tudo que temos.

Porque o caminho para a felicidade não é pedir, mas agradecer; não é desejar, mas valorizar o que se tem. Não é lutar desde o nascer do dia, mas adormecer em paz com a própria consciência.

Felicidade não é ter, mas amar; não é poder tudo, mas fazer com alegria; não é ter pressa do futuro, nem lamentar o passado, mas desfrutar do presente. Sentir cada raio de sol, cada pingo de chuva.

Felicidade é viver! 


Música: 
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_richard_clayderman_don_t_cry_for_me_argentina.mid

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A LIÇÃO DA ETERNIDADE



Tudo tem seu tempo. Tudo tem seu ciclo.

Observai a semente, que veio de uma planta e sob a terra faz nascer uma nova planta. Ou o botão, que surge do galho e se transforma em rosa, até cair sobre o solo, para que outro botão possa brotar.

Observai a vós mesmos, que nascestes de vossos pais e vos tornais capazes de gerar outras vidas. Observai a calmaria, que ocorre após a tempestade e deixará de existir quando outra tempestade vier.

Recordai os vossos sorrisos e os vossos prantos. E percebereis que, muitas vezes, a diferença entre eles foi apenas o tempo; recordai quantas vezes o que vos fez sorrir também vos levou a chorar.

Lançai os olhos da memória sobre o tempo. E vereis que a vossa infância se dissolveu na adolescência, que por sua vez cedeu espaço à maturidade. E cada época trouxe diferentes percalços e encantos.

Nada que exista sobre a terra irá durar pela Eternidade. Apenas o vosso verdadeiro Eu é eterno; porque a sua essência emana do Coração do Universo, que não está sujeito aos limites do tempo.

Estivestes no ontem, estais no hoje e estareis nos Jardins do Amanhã. Cada uma destas jornadas, todavia, será diferente das outras; outros serão os vossos trajes e outras as vossas lembranças.

Cada jornada é um ciclo, em si mesma; e tem os seus próprios ciclos, cada um dos quais vos reserva um aprendizado específico. Juntos, formarão o conhecimento que levareis na Grande Viagem.

Deveis, portanto, preservar o vosso direito de rir e de chorar; cada um a seu tempo. Desfrutai ao máximo de vossas alegrias e vossos sorrisos, para que possais suplantar as vossas tristezas e lágrimas.

E resignai-vos ao passar do tempo, porque não é sensato lutar contra aquilo que não podeis vencer. Aceitai que tudo é passageiro e nada podeis fazer, senão aproveitar o que tendes, enquanto o tendes.

Guardai, com carinho e gratidão, as lembranças dos vossos melhores momentos. Tende presente, entretanto, que a eles jamais voltareis; porque o tempo é como um rio, que deságua no oceano do Infinito.  

E de nada vos adianta nadar contra a sua correnteza, buscando em vão as emoções e as experiências que encontrastes em algum ponto do percurso. Contentai-vos com as recordações e evitareis decepções. 

Porque nada pode ser como já foi; ou como virá a ser. Vós próprios jamais voltareis a ser como fostes; e, por isto, ainda que tenteis repetir os mesmos gestos, não tereis os mesmos sentimentos e as mesmas ideias.

Aceitai os vossos ciclos. E procurai desfrutar de cada um deles, da melhor forma que vos for possível. Porque, eu vos tenho dito, a semente volta a ser planta, a chuva volta a ser nuvem e a lágrima se torna sorriso. 

Esta é a lição da Eternidade. 


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/richardclayderman_feelings.mid

sexta-feira, 6 de abril de 2018

AS VOSSAS PALAVRAS



Em cada momento, começa uma nova etapa da viagem. 

E, às vezes, do que dizeis pode depender o futuro. Não apenas o vosso, mas também o de pessoas que estão ao vosso lado. Porque palavras podem abrir ou cerrar portas; podem magoar ou consolar.


Palavras podem construir ou destruir. Palavras podem fazer nascer ou morrer relacionamentos; amores e amizades. Podem ser a argamassa que liga pessoas, ou o fosso que as separa.


Palavras podem ofender, ou elogiar. Podem ser macias como pétalas de flores, ou nuvens de algodão; mas também podem ser duras e frias como pedras, machucando sem dó almas e corações.


Palavras podem provocar revolta, quando agridem a quem as escuta; ou trazer a compreensão, quando são ditas com tolerância. Podem trazer a inquietude da raiva, ou espalhar a paz do perdão.


Palavras podem criar a ponte para a companhia, ou o muro da solidão. Palavras podem fazer voar; ou abater em meio ao voo. Palavras podem despertar sonhos; ou transformar sonhos em desilusões.


Não deveis subestimar o poder das palavras; assim, eu vos tenho dito. Muitas vezes, são elas que determinam os caminhos por onde seguireis e as pessoas que caminharão ou não ao vosso lado.


Não deveis subestimar o poder das palavras. Elas são como sementes, que plantais ao vosso redor; e, como acontece a todo aquele que semeia, elas determinarão o que havereis de colher.


Não deveis subestimar o poder das palavras. Elas podem gerar as rachaduras, a princípio invisíveis, que aos poucos aumentam e terminam por derrubar o vosso castelo, ou afundar o vosso barco.


Pensai sempre, antes de colocar em palavras as vossas ideias. Porque o único momento em que tendes algum poder sobre os efeitos das vossas palavras, é enquanto ainda não as proferistes.


Pois as palavras se assemelham a irrequietos filhotes das vossas ideias. E, como às aves acontece, depois que os filhotes voam e abandonam o ninho, os pais não mais os conseguem controlar.


Buscai, portanto, a gentileza antes da agressão. Mais facilmente o homem afaga a pessoa que o presenteia com um sorriso, do que aquela que o agride e ofende; ou rosna e lhe mostra os dentes.


Cuidai, pois, das vossas palavras. Recordai que, como ensina a sabedoria popular, aquele que diz o que quer deve estar pronto para ouvir o que não quer; quem planta espinhos, não colhe flores.


Insensato é o viajante que espalha pedras pelo caminho onde anda. Mais cedo ou mais tarde, nelas magoará os seus pés; ou as receberá de volta, atiradas pelas pessoas que por elas foram feridas. 


Palavras são ferramentas de que dispondes, para edificar ou derrubar; para provocar lágrimas ou sorrisos. Lembrai-vos, apenas, de que tudo que aos outros oferecerdes, retornará para vós.


Sede, portanto, cuidadosos com as vossas palavras.


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_eddie_calvert_dolannes_melody.mid

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