O Árabe

Idéias, sentimentos, emoções. Oásis que nos ajudam a atravessar os trechos desérticos da vida...

sexta-feira, 23 de junho de 2017

SOMOS PEQUENINOS


Acaso não vedes como somos pequeninos?
Como folhas ao vento, flutuamos ao sabor do destino. De nada adiantam os nossos planos, nem as nossas vontades; que caem por terra, como um castelo de cartas, ao sopro imprevisível da Vida.
De que serve o nosso orgulho? Para que construímos cidades imensas, se um simples tremor de terra, ou uma onda gigantesca, são capazes de transformá-las em escombros, em poucos segundos?
De que valem preocupações de hoje e projetos para o amanhã, de que adianta a luta pelo sucesso, se a qualquer momento podemos ser convocados à Grande Viagem e tudo deixaremos para trás?
Perante a vastidão do Universo, somos como formigas que caminham sobre as escarpadas vertentes de enorme montanha, sem saber quando uma lufada de vento as arrojará ao profundo abismo.
Não é possível que alguém não se sinta pequenino, ao contemplar os milhões de estrelas que brilham no céu noturno; ou os relâmpagos que cruzam o espaço, enquanto ruge a tempestade sobre o mundo.
Porque somos apenas seres humanos; nada deixaremos sobre a Terra, senão as lembranças do que fomos, enquanto aqui caminhamos, e as consequências de nossas palavras e ações.
E, entretanto, é este pequenino detalhe que faz a diferença: continuamos vivos, no que espalhamos ao nosso redor. E, se não sabemos o momento em que iremos, podemos controlar o que plantamos.
Devemos ter presente esta verdade. Porque o que faz a caminhada valer a pena não são os prazeres que experimentamos; mas o que aprendemos e ensinamos, ao longo do caminho que percorremos.
Por isto, não é sábio o viajante que se fixa apenas no destino final e deixa de desfrutar dos encantos da jornada; nem aquele que se concentra no interesse do momento e esquece que o final chegará.
Sensato não é o homem que vive como se cada momento fosse o último, mas como se o pudesse ser. Porque este não visa apenas o amanhã, mas tampouco valoriza unicamente o momento presente.
Sensato não é o homem que vive para aprender, mas aquele que aprende à medida que vive; nem o que se julga repleto de sabedoria, mas o que está sempre pronto a adquirir um novo conhecimento.
Nada somos; e, todavia, o Infinito existe em nós. Não sabemos até quando andaremos sobre a Terra; porém, o nosso verdadeiro Eu caminhará pela Eternidade e percorrerá o Jardim do Amanhã.
Porque habita no Coração do Universo.


Música:

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O CUSTO E O BENEFÍCIO


Fazeis as vossas escolhas.
E, se assim é, deveis pagar o preço por cada uma delas; porque vos caberá usufruir dos benefícios que cada uma vos trouxer. Àquele que comerá o pão, cabe plantar e colher o trigo.
Antes de cada decisão, pesai bem o custo e o benefício. Para que no futuro não vos visite o arrependimento, quando o custo vos parecer demasiado alto para o benefício de que desfrutastes.
Em verdade, é nisto que se resume a ciência da Vida. Porque nenhum benefício existe, que não corresponda a um custo; e nenhum homem poderá recusar-se a fazer a colheita do que plantou.
O homem que em seu coração acolhe o amor, colherá as suas alegrias; não se furtará, todavia, às suas dores e incertezas. E ao que escolhe a solidão, caberá viver a sua paz e a sua tristeza.
Atentai, portanto, para o custo e o benefício. Pois sois os artífices dos vossos sorrisos e das vossas lágrimas; de nada valerão o choro e o ranger de dentes, quando a Vida vos trouxer a conta.
Acostumai-vos a esta realidade. Porque hoje caminhais no mundo da matéria, onde tudo tem um preço e até o que chamais de amor cobra retribuições a cada passo, para continuar existindo.
Custo e benefício: esta é base sobre a qual se assenta o vosso mundo. E, porque o homem é imediatista por excelência, buscais o benefício momentâneo, sem atentar para o custo que um dia virá.
Esta, eu vos tenho dito, é quase sempre a origem dos vossos sofrimentos. E, entretanto, mais facilmente o homem reclama do Universo, do que admite ser o responsável pelo hoje que construiu.
Não ligais aos vossos amores, e lamentais, quando se vão; não vos dedicais ao vosso trabalho, e desesperai-vos quando o perdeis; não cultivais a gentileza, e enfurecei-vos quando não a recebeis.
Praticais a imprevidência e lastimais o desamparo; exercitais o egoísmo e não aceitais o isolamento; empenhai-vos na vingança e não vos conformais quando alguém não vos concede o perdão.
Eu vos pergunto: e como poderia ser diferente? Não existe benefício sem custo, e não há custo que não traga em troca um benefício. Deveis estar prontos para pagar o custo, se almejais o benefício.
Assim como estudais o custo de um bem que pretendeis adquirir, deveríeis analisar o custo que pode advir de vossas ações, antes de praticá-las; isto vos pouparia de muitos prejuízos no futuro.
Não o fazeis, porém; em vossa ingenuidade egocêntrica, acreditais que podereis furtar-vos ao custo, após desfrutar do benefício. Esqueceis que esta não é uma lei dos homens, mas do Universo.   
E não a podeis descumprir. 


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_richard_claydermen_el_mundo.mid

sexta-feira, 9 de junho de 2017

10 ANOS


Há 10 anos, resolvi tomar este caminho.

Hoje, agradeço aos amigos que venho encontrando neste tempo; juntos, percorremos a trilha do aprendizado. Porque ninguém ensina a si mesmo, senão quando finge ensinar aos que o cercam.

Amigos chegaram, amigos partiram. E é muito bom acreditar que, mesmo naqueles que seguiram por outros caminhos, uma semente foi plantada e um pouco da mensagem permanece.

Temos caminhado juntos, por todo este tempo. E muitas foram as vezes em que na vossa amizade encontrei forças para superar a minha própria fraqueza; para levantar e seguir em frente.

Sim; pois ninguém pode ser feliz ou otimista todo o tempo. E momentos existiram em que silenciei a minha dor, para falar-vos de esperança. Porque repartir a dor é lançá-la sobre os que nos cercam. 

Não me deveis censurar, se não vos falei das minhas angústias. Deixai, antes, que eu vos agradeça por vossa bondade e atenção; pois, ao falar-vos, falo em verdade à minha própria alma.

E, nas palavras que vos trago, muitas respostas encontro às minhas próprias perguntas. Porque, embora não sejamos iguais, nenhum homem existe que seja diferente de seus irmãos.

Esta é a verdade, embora paradoxal. Por mais diferentes que possamos parecer entre nós, temos todos as mesmas dúvidas, as mesmas inquietações, as mesmas emoções e esperanças.

Nas vossas vozes, ouço a minha própria voz. E vos agradeço por compartilharmos o nosso aprendizado; por me ensinardes o que aprendestes e atentardes àquilo que por minha vez aprendi.

Porque, eu vos tenho dito, ninguém é dono da verdade. E aquele que não ouve as opiniões alheias, não deve externar as suas opiniões; ao homem que não ouve, não cabe o direito de falar.

Muito tenho aprendido convosco. E agora, que se completam 10 anos em que pela primeira vez me assentei a este oásis, é justo que eu vos agradeça; ele não existiria, sem a vossa presença.

Agradeço por vossa gentileza, em ouvir-me; e por vossa generosidade, em comigo repartir o que sabeis. Muitas vezes, as vossas palavras me fizeram refletir; repensar ideias e conceitos.

Agradeço, porque me permitis expor ante vós o meu coração e a minha alma; e, mais ainda, agradeço porque confiais em mim o suficiente para deixar-me perceber um vislumbre de vossa alma.

10 anos se vão, e é sempre com prazer que me dirijo ao nosso oásis; que me assento entre vós e imagino uma fogueira que nos aquece, na noite do deserto. Porque somos irmãos e caminhamos juntos. 

Em busca do Conhecimento.

Música:

sexta-feira, 2 de junho de 2017

AS ESCOLHAS E O FUTURO


Ah! Se vos fosse dado adivinhar o amanhã!
Por certo, não teríeis tomado muitas das decisões que ontem tomastes. Pois os caminhos que percorrestes vos custaram as lágrimas que derramastes e os tropeços que vos magoaram os pés.
Lembrai-vos, entretanto, dos sorrisos que também encontrastes pelo caminho; da brisa que vos acariciou o rosto, das flores que perfumaram os vossos dias e dos córregos onde vos banhastes.
Não lamenteis o leite derramado. Porque o homem que vive a deplorar o passado, não consegue sequer desfrutar do presente; e muito menos será capaz de construir um futuro melhor.
Lembrai-vos da relação entre custo e benefício. E percebereis que, para cada espinho da coroa que colocastes à vossa própria fronte, houve uma gota de mel que adoçou os vossos lábios.
Assim seria, para qualquer caminho que houvésseis escolhido. Outros seriam, decerto, os males e outras as vantagens; mas é fora de quaisquer dúvidas que a ambos encontraríeis na jornada.
Outros, talvez, teriam sido os vossos amores e desamores; outras as vossas esperanças e outras as vossas desilusões. Outros teriam sido os vossos sucessos e outros os vossos fracassos.
Não julgueis, porém, que as coisas seriam mais fáceis, se outras houvessem sido as vossas escolhas. O choro e o ranger de dentes, o sorriso e a alegria, fazem parte de todas as estradas.
É assim que é. A felicidade não habita em vosso mundo, mas no Jardim do Amanhã; e não vos é dado permanecer a seu lado, mas desfrutar dos breves momentos em que ela vos visita.   
Afastai de vossos olhos a venda da inveja, que torna dourado o jardim do vizinho. E vereis que as suas flores, como as do vosso jardim, reclamam os mesmos cuidados e o mesmo trabalho.
Ninguém existe, que ande todo o tempo por um vale plano, ensombrado e coberto de grama. Todos os caminhos têm as suas montanhas e os seus abismos; em todos, sol e chuva se alternam.   
Assim acontece, porque outro meio não tendes de aprender aquilo que necessitais saber. Eu vos tenho dito que ninguém sente senão a sua dor; e não aprende senão com a sua experiência.
Nenhum homem constrói senão a si próprio; e o que hoje sois é fruto das experiências que acumulastes durante a caminhada. Não seríeis o que sois, se houvésseis escolhido outro caminho.
Não lamenteis, pois, as vossas escolhas; aceitai que as fizestes. Agradecei pelos benefícios que trouxeram e aprendei com os males que causaram; é assim que aprendeis a escolher melhor.
Pois não vos é dado adivinhar o amanhã. 


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_raul_di_blasio_travessia.mid

sexta-feira, 26 de maio de 2017

OS VOSSOS MOMENTOS


O momento vem. E passa.
Assim eu vos tenho dito. E de nada vos adianta tentar trazê-lo de volta, pois nunca mais voltareis a sentir as mesmas emoções. Melhor fareis, se o conservardes vivo em vossas lembranças.
Acostumai-vos a esta ideia. Porque, assim como o relógio não anda para trás, nem o tempo volta sobre seus passos, não mais podereis retornar aos momentos que já passaram em vossas vidas.
No passado, ficaram os vossos momentos bons ou maus. No passado ficaram as emoções que sentistes, as esperanças que alimentastes, as desilusões e frustrações que tanto vos magoaram.
No passado, ficaram os beijos de amor que trocastes; a doce ânsia de cavalgar rumo à plenitude do prazer e a meiguice da saciedade, quando os gemidos dão lugar às palavras e os corpos repousam.
Sim; no passado, ficaram as vossas emoções. E, longe de alimentar o sonho insensato de poder trazê-las de volta, deveis ser gratos por as haverdes experimentado em vossos corações.
Feliz é o viajante que se deslumbra com as belezas que encontra ao longo do caminho; embora não possa carregar na bagagem senão as lembranças, que o encantam de cada vez que as revive.  
Não acrediteis, jamais, que podeis trazer de volta os vossos momentos; nem a paixão que neles vivestes, nem o ímpeto que preenchia a vossa alma, nem a felicidade ou a inquietação que vivestes.
A verdade é que tudo muda, durante todo o tempo. Já não sois o que fostes; as pessoas com quem repartistes os vossos momentos já não são o que eram, as circunstâncias não são as mesmas.
Como poderíeis ter de volta o que já se foi? Contentai-vos em revivê-lo nas vossas memórias; em lembrar aquilo que sentistes, em cada momento maravilhoso do qual vos foi dado desfrutar.
Pois, se o encanto do futuro reside em seu mistério, que vos permite sonhar, a atração do passado está nas boas lembranças; nos momentos de amor e enlevo, que a memória preserva em vós.
Sede sensatos, portanto. E abandonai a ilusão de reviver o passado; pois assim vos sentireis livres para construir um novo futuro, e podereis criar outros momentos de emoção e encantamento.
Sede gratos pelo que vivestes. Agradecei a vossos amigos e a vossos amores; a todos aqueles que estiveram ao vosso lado, durante a caminhada, e convosco repartiram momentos maravilhosos.
E, se não podeis revivê-los, não renuncieis às lembranças. Porque, de cada vez que os vossos olhos brilharem, ou um suspiro escapar de vosso peito, estareis revivendo um bom momento.
E sendo felizes novamente. 


Música:
  

sexta-feira, 19 de maio de 2017

OS VOSSOS AMORES


Cuidai dos vossos amores.
Assim eu vos tenho dito. Porque um amor não é um presente que a vida vos traga, nem uma posse da qual podeis dispor. É uma conquista de todos os dias e de vós depende mantê-lo vivo.
Entretanto, não atentais para este cuidado. E vos perdeis nos labirintos da vida, ocupados com os problemas do dia-a-dia; esquecidos de que o amor tornaria mais suave a vossa jornada.
Por isto, o amor se afasta de vós. E não se vai de repente, ao som de trombetas e fanfarras; retira-se pouco a pouco, cabisbaixo e entristecido, pé ante pé, na esperança de que o chameis a voltar.
Porque não são as grandes brigas, que provocam a morte do amor; estas indicam o interesse que tendes um pelo outro, a preocupação de manter vivo e forte o relacionamento entre vós.

Temeis que a chuva forte faça correr a terra e ruir a vossa casa; ou que o rio caudaloso derrube a represa. Eu, porém, vos digo que mais perigosos são a garoa fina e constante e o furo pequenino.     
Não é o ciúme que deveis temer, nem as diferenças de opinião, nem o aborrecimento passageiro; nada disto traz o fim de um amor. A mágoa das brigas de amor acaba na alegria do reencontro.
Precavei-vos, sim, contra a falsa segurança da rotina; não alimenteis a vã ilusão de que o outro vos pertença. Pois o homem tende a descuidar do que julga possuir; e o descuido é fatal ao amor.
É assim que morre a maioria dos amores: afogada no oceano da rotina. E a ironia é que, uma vez ocorrida a separação, a monotonia se transforma em saudade; a indiferença torna-se arrependimento.
Guardai-vos do descaso; não menosprezeis o ser amado, nem vos deixeis menosprezar. É a admiração que abre passagem para o amor; enquanto ela existir, o amor caminhará convosco.
Não idolatreis, porém, aquele a quem amais; não o vejais como um deus ou um sonho, porque ele é apenas uma pessoa. E julgar alguém melhor do que é, é o caminho mais curto para a decepção.
Preservai o carinho entre vós. Porque assim, ainda que o fogo não possa estar aceso todo o tempo, sempre vos será agradável ver o ser amado; sentir o seu toque e o seu cheiro, ouvir a sua voz.

Exercitai, mutuamente, a compreensão. Porque aquele que se mantém preso ao seu ponto de vista não é capaz de andar de mãos dadas; e outra forma não existe de caminhar com o amor.

Lembrai-vos que cada um de vós deve resolver os seus próprios problemas e sonhar os seus próprios sonhos. Resolvei juntos, entretanto, os vossos problemas; e sonhai juntos o vosso sonho.  

Respeitai os vossos espaços particulares; porque sois como as estrelas e cada pessoa necessita ter o seu brilho próprio. Mas não vos distancieis, ou a solidão acompanhada se instalará entre vós.  
Cuidai de valorizar o que tendes; e não deixeis que se perca o sentimento profundo que um dia vos uniu. Porque o amor não se nutre apenas de esperanças, mas também se alimenta de si mesmo.
E mantém vivos os vossos sonhos.


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_roger_willians_all_i_ask_of_you.mid

sexta-feira, 12 de maio de 2017

DIA DAS MÃES


Hoje, eu gostaria de falar-vos sobre as mães.
Mas o que posso dizer sobre elas, que ainda não vos tenha sido dito? O que dizer sobre a mulher que transcende a carne e torna-se um ser de amor, depois que a vida se forma em seu ventre?
Sim. Porque não existe mãe que não pense primeiro em seu filho, para só depois pensar em si mesma. Desde a fêmea que se deixa matar em defesa da cria, até a mulher que luta para proteger o filho.
Esses, entretanto, não são os únicos sacrifícios de que é capaz uma mãe. E eu vos digo que os mais difíceis não estão nos momentos decisivos, mas nos instantes normais de cada dia.
É assim que é. E não deveis agradecer a vossa mãe apenas por vos haver trazido ao mundo. Agradecei-lhe, sim, pelo amor e pelo cuidado que vos dedicou, em todos os momentos da vida.
Agradecei-lhe pelas noites insones, em que velou à vossa cabeceira; pela alegria sincera com que festejou cada uma de vossas vitórias e pelas lágrimas que chorou em cada um de vossos fracassos.
Agradecei-lhe por se haver inquietado em cada uma das vossas inquietações; pela vergonha que sentiu, cada vez em que vos viu envergonhados; por sua aflição em cada vez que vos viu aflitos.
Agradecei-lhe por sua felicidade, ao ver-vos felizes; pelas vezes em que vos acolheu ao seio, sorrindo entre as dores que lhe causava a vossa boca ávida, sugando egoisticamente o leite generoso.
Encontrareis, na soma destes sacrifícios e alegrias, a medida aproximada de uma dedicação sem limites; da intensidade de um amor puro, como nenhum outro podereis ter neste mundo.
Disseram-vos que ser mãe é padecer no paraíso. E eu, entretanto, vos digo que nenhum padecimento pode sufocar a felicidade de sentir um amor que inunda a alma e ocupa todos os sonhos.
Este é o amor de mãe; que lhe dá forças para vencer os obstáculos, em busca da vossa felicidade. Dele nascem o carinho que jamais vos falta e a compreensão para perdoar as vossas falhas.
Amai as vossas mães, de todo o coração. Porque, assim, talvez possais retribuir um pouco do imenso amor que sentem por vós; e amparai a sua velhice, assim como ampararam a vossa infância.
Cultivai a saudade daquelas que já se foram. E estejais certos de que, onde se encontrem, ainda vos amam e protegem; de que ainda sentem as vossas dores e vibram com as vossas alegrias.
E vós, que ainda as tendes ao vosso lado, aproveitai cada momento. Desfrutai dos seus beijos, acariciai os seus cabelos; deixai que vos envolvam em seus braços e abraçai-as com amor e gratidão.
Dia virá, em que não mais o podereis fazer. Mas elas jamais vos deixarão. 


Música:
http://ohassan.dominiotemporario.com/marco/1_mantovani_e_sua_orquestra_memory.mid

Para minha mãezinha, que aos 95 anos ainda nos surpreende e encanta. 

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